Quatro tendências globais de beleza e cuidados pessoais para 2018

Neste ano e nos próximos, o setor atenderá à conflituosa demanda do consumidor “sedento por elementos naturais”, em uma época em que os recursos estão diminuindo


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pauta@mundodomarketing.com.br


Um dos mercados mais aquecidos no Brasil, o setor de Beleza concentra diversas tendências e oportunidades para as empresas. 

No ano de 2018, no entanto, quatro vertentes impactarão o mercado global de beleza e cuidados pessoais, segundo relatório da Mintel

A biotecnologia, juntamente com o ressurgimento da valorização da sabedoria local, ajudará as marcas a enfrentarem os desafios criados pelas questões ambientais.
Além disso, como os consumidores estão criando, ao redor do mundo, suas próprias definições de beleza que vão além de fatores ligados à idade, gênero e tipo de corpo, as marcas que tentarem atrair as "massas" vão perder o fio da meada. 

E mais: os compradores de produtos de beleza não procuram somente parecer bem, mas querem também se sentir bem, indo além das logomarcas e investindo em marcas com personalidade e com propósito para realizarem boas ações.
Por último, as marcas de beleza estarão observando cada movimento do consumidor, já que a tecnologia digital permite uma customização da experiência de compras nunca vista antes. A Mintel prevê que o mercado de beleza e cuidados pessoais passará por uma mudança marcante em 2018. 

Neste ano e nos próximos, o setor de beleza irá atender à conflituosa demanda do consumidor "sedento por elementos naturais", em uma época em que os recursos estão diminuindo. 

E será através do aproveitamento das vantagens oferecidas pela biotecnologia que uma nova geração de produtos naturais aprimorados será criada.
Enquanto isso, a personalização deve alcançar novos níveis à medida que as marcas se esforçam para abranger a inclusão total. 

No que se refere à ética, será imperativo que as marcas tenham uma personalidade genuína e um ponto de vista que comunique claramente seu posicionamento. Complementando, os desenvolvimentos no campo do monitoramento biométrico possibilitarão que as marcas gerem uma personalização totalmente inovadora da experiência de compra."
Veja abaixo detalhes desses conceitos:
Brincando de Mãe Natureza
O conceito de ingredientes de beleza naturais está se expandindo em um mundo de constante mudanças; as marcas vão ajudar a Mãe Natureza incorporando abordagens locais e desenvolvimentos em biotecnologia. 

Com as exigências crescentes dos consumidores e as mudanças climáticas em todo o mundo, a abordagem da indústria de beleza e cuidados pessoais para ingredientes naturais e sustentáveis deve se adaptar a um novo cenário.
Uma mudança para se tornar mais "local" em termos de fontes de ingredientes criará oportunidades para que os consumidores protejam e preservem recursos na área em que vivem. 

Neste ano, as possibilidades de criar ingredientes seguros por meio da ciência, que não causem alergias, puros e eficazes podem substituir a colheita de ingredientes naturais. 

O abastecimento e a produção local de ingredientes vão se tornar essenciais nos próximos anos, fortalecendo a ideia do orgulho local - não apenas entre marcas e fabricantes, mas também entre os consumidores.
Minha Beleza, Minhas Regras
As marcas vão deixar de se destinar aos consumidores baseadas em idade, gênero ou tipo de corpo à medida que os consumidores exigem cada vez mais uma beleza personalizada de acordo com suas questões individuais. 

No passado, as marcas tinham o controle absoluto sobre o que definia o conceito de beleza. 

Entretanto, os padrões de beleza com base em idade, gênero, pele, cabelo e tipo de corpo estão mudando, já que os consumidores de hoje controlam a forma como a beleza é determinada.
Essa noção, sempre em evolução, observará a remoção de rótulos que se baseiam em características simples e transformará a maneira como os consumidores observam seus tipos de pele, cabelos e corpo. 

Em 2018 e nos anos que virão a seguir, os consumidores de beleza exigirão que suas necessidades individuais sejam correspondidas com novas opções ou customizações. As marcas irão abranger a inclusão e abordar preocupações de beleza individuais que resultarão em mais customização e personalização de produtos.
Foco da Campanha 
Apenas vender um ótimo produto de beleza já não será suficiente; as marcas devem ter personalidade e propósito de acordo com a opinião dos consumidores para os conquistar. 

Os consumidores são tão apaixonados pelo valor que uma marca e produto podem lhes trazer quanto pela própria qualidade do produto.
A obrigação cai agora sobre as marcas que podem impressionar os consumidores com uma personalidade humana que seja confiável, agradável e sincera. 

Em 2018 e nos anos seguintes, haverá um foco no financiamento de projetos educacionais em vez da simples doação de dinheiro à caridade. Ao mesmo tempo, as questões ambientais e éticas estarão na vanguarda, já que Millennials e representantes da Geração Z colocam maior ênfase no mundo ao seu redor. 

Agora, mais do que nunca, é imperativo que as iniciativas vão além da responsabilidade social corporativa e realmente devolvam benefícios à sociedade.
Detetive Particular
A tecnologia digital seguirá os consumidores por todos os lados, influenciando suas compras de produtos e os ajudando a navegar as complexidades do corredor de beleza. A tecnologia digital tornará as compras mais pessoais em 2018. 

Com tantos produtos nas prateleiras, os consumidores, pressionados pelo tempo, precisam de uma experiência de compra mais intuitiva. 

A nova tecnologia pode interpretar as expressões faciais e os movimentos oculares dos consumidores para determinar suas preferências de produtos e oferecer ajuda, tanto em loja física quanto na internet.
Nos próximos anos, o uso comercial de dados biométricos deve prolongar-se além do rastreamento do movimento dos olhos, pois a frequência cardíaca, a linguagem corporal e a fala vão se tornar cada vez mais importantes para uma avaliação mais completa das preferências dos consumidores. 

A ideia de mídia social, meramente para interação entre pessoas, é algo do passado, já que as empresas transformam essas interações online em oportunidades de compras.
Leia também a pesquisa Beleza na Terceira Idade, desenvolvida pelo Pesquisas.com.br.
Fonte: www.mundodomarketing.com.br

Harley-Davidson lançará a sua primeira moto elétrica em 2019!




A Harley-Davidson anunciou dia (1) que lançará a sua primeira motocicleta totalmente elétrica em 2019. 

A novidade veio em meio ao anúncio de cortes de empregos e de fechamento de uma fábrica da companhia e acontece também quatro anos após a apresentação do LiveWire, um protótipo de moto elétrica.


Segundo o presidente da empresa Matt Levatich, o LiveWire “é um projeto ativo” e a companhia está se “preparando para trazê-lo ao mercado dentro de 18 meses”. Ou seja, se o prazo dado pelo executivo for cumprido, o novo veículo 100% elétrico deve estar nas lojas no máximo até agosto de 2019.




LiveWire foi apresentado em 2014, mas ainda continua ativo, 
afirma a Harley-Davidson


De acordo com o Bloomberg, o protótipo apresentado há quatro anos ia de 0 a 95 km/h em apenas quatro segundos e a sua bateria completa era capaz de realizar um trajeto de 80 km de forma autônoma. 

Segundo revelou o diretor-financeiro da Harley-Davidson, a companhia planeja investir de US$ 25 milhões a US$ 50 milhões nos próximos anos no setor de motos elétricas.

A nova motocicleta ainda não teve nome nem qualquer detalhe revelado. 

Vale lembrar que o mercado de motos movidas a eletricidade ainda é tímido, então, quem sabe a entrada de uma das montadoras mais tradicionais do ramo possa ajudar a impulsionar de vez o setor.


FONTE(S)

Mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é plástico, indica estudo

  Até TV já foi encontrada nas praias brasileiras. Foto: divulgação.
























Mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto por itens feitos de plástico, como garrafas, copos descartáveis, canudos, cotonetes, embalagens de sorvete e redes de pesca.


Esta é uma das principais conclusões de um trabalho de monitoramento realizado desde 2012, em 12 delas, pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), em parceria com o Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), uma associação que reúne entidades e empresas do setor.

As pesquisas sobre a questão do lixo no mar ainda são escassas e incipientes, tanto no Brasil como no exterior. 

Mas, em termos mundiais, sabe-se que os resíduos sólidos nos oceanos possuem diversas proveniências.

Estima-se que 80% deles tenham origem terrestre. 

Entre as causas disso estão a gestão inadequada do lixo urbano e as atividades econômicas (indústria, comércio e serviços), portuárias e de turismo. 

A população também tem parte da responsabilidade pelo problema, devido principalmente à destinação incorreta de seus resíduos que, muitas vezes, são lançados deliberadamente na rua e nos rios, gerando a chamada poluição difusa.

Os 20% restantes têm origem nos próprios oceanos, gerados pelas atividades pesqueiras, mergulho recreativo, pesca submarina e turismo, como os cruzeiros, por exemplo.


No ranking dos países mais poluidores dos mares, o Brasil 
ocupa a 16ª posição, segundo estudo americano  
| Foto: Elisa Van Sluys Menck


No ranking dos países mais poluidores dos mares, o Brasil ocupa a 16ª posição, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos e divulgado em 2015.

Eles estimaram a quantidade de resíduos sólidos de origem terrestre que entram nos oceanos em países costeiros de todo o mundo. Aqui, todos os anos são lançados nas praias entre 70 mil e 190 mil toneladas de materiais plásticos descartados.

Ainda de acordo com o mesmo levantamento, a China, a Indonésia e as Filipinas são as nações que mais jogam lixo nos oceanos, com até 3,5 milhões de toneladas de plásticos por ano. 

Esses três países também aparecem nos primeiros lugares de outro estudo, realizado pela ONG americana Ocean Conservancy. 

Ao lado da Tailândia e do Vietnã, são responsáveis pelo descarte de 60% dos resíduos plásticos encontrados nos mares do mundo.


Privada também foi encontrada na areia em uma das praias
| Foto: Divulgação

Resultados

O IO-USP e Plastivida realizaram o levantamento no litoral brasileiro para conhecer em mais detalhes a situação do Brasil.

Ele foi feito em seis praias do Estado de São Paulo (Ubatumirim, Boraceia, Itaguaré, do Uma, Jureia e Ilha Comprida), três da Bahia (Taquari, Jauá e Imbassaí) e três de Alagoas (do Francês, Ipioca e do Toco). 

No total, foram realizadas seis coletas, inicialmente com intervalos de seis meses e depois de um ano.

"Dessas, as mais poluídas são Boraceia e Itaguaré, Praia do Francês e Taquari", conta o biólogo Alexander Turra, do IO-USP, coordenador do trabalho.

Ele explica que as coletas foram realizadas seguindo um protocolo estabelecido pelo programa das Nações Unidas para o meio ambiente (ONU Meio Ambiente).

"Primeiro, nós limpamos uma área de 500 metros da areia seca, onde a maré não alcança, e das dunas ou restinga, atrás da praia", diz. 

"Depois, voltamos ao local de seis em seis em seis meses para recolher, identificar e quantificar o lixo nos 100 metros centrais dessa área."

O monitoramento constatou que, em São Paulo, o maior volume se acumula nas dunas ou restingas e é proveniente das atividades de pesca. 

No Nordeste, o grosso do material é encontrado na areia seca e vem do turismo.

A história que levou à assinatura do convênio entre o IO-USP e a Plastivida começou em 2011, quando foi criado o Compromisso de Honolulu, para discutir a questão de resíduos nos mares em nível global.

Dirigido a governos, indústrias, organizações não governamentais e demais interessados, o documento tem como objetivo servir como instrumento de gestão para a redução da entrada de lixo nos oceanos e praias, bem como retirar o que já existe.


Levantamento foi feito em seis praias paulistas, três baianas 
e três alagoanas | Foto: Elisa Van Sluys Menck

Como consequência desse documento, no mesmo ano, foi assinada a Declaração Global Conjunta da Indústria dos Plásticos, da qual a Plastivida é signatária. 

Foi para implementar aqui esse compromisso mundial que a associação, como uma das entidades representantes da cadeia produtiva dos plásticos no país, e o IO-USP assinaram o convênio em 2012. 

A meta é se capacitar e desenvolver estudos científicos para embasar as discussões sobre o tema no Brasil.

Desde então, além do levantamento do resíduos nas praias, a parceria resultou em vários outros trabalhos. 

"O convênio é um arranjo inovador, que junta a universidade com a iniciativa privada para resolver questões importantes para a sociedade", diz Turra. 

"Ele visa entender o problema, ver onde ele é mais crítico e verificar se as medidas para combater o lixo no mar estão surtindo efeito."

Além disso, foi criado o Fórum Setorial dos Plásticos Online - Por Um Mar Limpo, para ampliar os debates sobre os caminhos e as alternativas de mitigação para o problema dos resíduos nas praias e nos oceanos.

Trata-se de uma plataforma online, que reúne todas as informações e o conhecimento obtidos desde 2012, além das propostas de educação ambiental, prevenção, coleta e reciclagem. 

Desse Fórum resultou a Declaração de Intenções, um documento que estabelece os compromissos da cadeia produtiva dos plásticos no Brasil sobre o tema.

Combatendo o problema

Os participantes do Fórum pretendem pesquisar alternativas para que o setor industrial e a população possam combater o lixo no mar.

"O Instituto Oceanográfico é um moderador desse diálogo", diz Turra. "Nós auxiliamos as empresas a canalizarem as informações científicas corretas e a realizar as melhores ações concretas possíveis."

De acordo com ele, os principais objetivos do IO-USP nesses projetos são a educação ambiental em relação ao consumo consciente e à destinação correta do material descartado. A ideia é que, bem informadas sobre o tema, as pessoas possam ajudar a manter os oceanos e as praias limpas.

Segundo o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, o conhecimento gerado durante os anos de existência da parceria é de que se trata de um problema que só será resolvido em conjunto pelos vários setores relacionados ao problema.

"Estamos realizando um trabalho de educação, informação e coordenação de ações como campanhas de descarte adequado, conscientização, entre outras, que vão demandar o envolvimento compartilhado de toda a sociedade - poder público, indústria de diversos setores, varejo e a população de forma geral -, para o mesmo fim, que é a preservação dos oceanos e do meio ambiente", diz.


Pesquisador defende trabalho conjunto entre vários setores 
para combater o problema | Foto: Lab Manejo

"Todo o estudo reunido nos fez entender que a questão do lixo nos mares vai além dos municípios costeiros", avalia Turra.

"Ela envolve todas as cidades, Estados, a gestão dos resíduos sólidos, o saneamento básico, a educação ambiental e toda uma cultura social que deve ser estruturada. 

Acreditamos que o Fórum será um marco transformador da sociedade, por envolver diferentes setores na busca do desenvolvimento sustentável."

Fonte: Evanildo da Silveira - De São Paulo para a BBC Brasil.

Stefano Boeri Architetti projeta primeiro edifício de habitação social com floresta vertical

por Ella Thorns Traduzido por Vinicius Libardoni


Stefano Boeri Architetti projeta primeiro edifício de habitação social com floresta vertical, © The Big Picture
© The Big Picture
O novo projeto de habitação social de Stefano Boeri Architetti é o primeiro edifício deste tipo a integrar uma floresta vertical em uma torre residencial popular, oferecendo um espaço mais agradável para seus moradores. A estrutura verde, que será construída na cidade de Eindhoven, contará com 5.200 arbustos e 125 árvores plantadas ao longo de seus 75 metros de altura.
O edifício conhecido como "Trudo Vertical Forest" abrigará 125 unidades para pessoas de baixa renda, especialmente famílias jovens. Cada unidade contará com uma varanda repleta de verde, árvores e arbustos construindo uma floresta ascendente em meio à cidade.
© The Big Picture
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A integração da vegetação na arquitetura, neste caso na fachada de um edifício em altura, colabora com a neutralização da poluição, absorvendo o dióxido de carbono da atmosfera. O Trudo Vertical Forest também foi concebido como um ecossistema próprio e autêntico que reúne mais de 70 espécies diferentes, colaborando com a prosperidade das plantas e animais, promovendo o desenvolvimento da biodiversidade dentro de Eindhoven.
O projeto da torre de Eindhoven é uma prova de que é possível combinar soluções inteligentes para atender tanto a escassez de habitação popular quanto aos desafios das mudanças climáticas. Os parques urbanos não apresentam apenas melhorias no meio ambiente das cidades, mas também uma oportunidade para melhorar as condições de vida dos seus habitantes mais vulneráveis. - Stefano Boeri
O projeto fará amplo uso de pre-fabricação na sua construção, soluções técnicas avançadas foram pensadas para o sistema de fachada que incorporará a floresta vertical, otimizando os recursos naturais e viabilizando a construção desta inovadora proposta de habitação social.
Florestas verticais tem se tornado mais conhecidas desde que Stefano Boeri surgiu no mundo da arquitetura. Ele chamou a atenção para a importância destas propostas para o meio ambiente urbano através de uma publicação no mês passado, incentivando a construção de novos parques e jardins, florestas verticais e fachadas verdes. No vídeo ele afirma que "novas árvores e novos projetos sustentáveis podem colaborar com a purificação do ar poluído, reduzir drasticamente o CO2 na atmosfera, minimizando o consumo de energia e o efeito de ilha de calor nas cidades, além de aumentar a biodiversidade e tornar as cidades ambientes mais agradáveis, saudáveis e atraentes para se viver".
Milão, Nanjing, Paris, Xangai, Lausanne, Utrecht e Tirana já apresentaram projetos de florestais verticais propostos pelo escritório Stefano Boeri Architetti, inspirando os arquitetos a incorporar mais áreas verdes em seus projetos urbanos.
© The Big Picture
© The Big Picture
© The Big Picture
© The Big Picture
Localização: Strijp-S, EindhovenHolandaCliente: Sint Trudo; Construtora: Stam + De Koning; Arquitetos: Stefano Boeri Architetti; Associado: Stefano Boeri; Diretora do projeto: Francesca Cesa Bianchi; Lider do projeto: Paolo Russo; Equipe: Giulia Chiatante; Elisa Versari Inbo; Coordenador de projeto: Aron Bogers; Constultor de paisagismo: Studio Laura Gatti; Consultor de fachada: SCE Project; Estrutura:Adviesbureau Tielemans; Projetos Complementares: Ten Hooven Execução de paisagismo: Dupre; Imagens: The Big Picture Visual

Sustentabilidade não é moda, é necessidade!

Tema urgente, a sustentabilidade passa por quase todos os aspectos da vida. 

Atos simples ajudam a reciclar, fazer compras conscientes, usar o resíduo orgânico como compostagem e, desse modo, a preservar. 

Que tal começar hoje?

Desenvolvimento sustentável foi definido, em 1987, por um relatório de 1987 da Organização das Nações Unidas (ONU) como “aquele que satisfaz às necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem ao que necessitam”. 

Tema necessário e imediato, a ideia precisa estar presente no cotidiano de cada um. 

“Aqui em Fortaleza não existe a cultura de reciclagem. O que é uma lástima em um mundo que cada dia produz mais lixo”, aponta a professora do curso de Energias Renováveis da Universidade Federal do Ceará (UFC), Marisete de Aquino. 

O tempo livre do sábado pode ser usado para iniciar essa rotina, cada dia mais necessária em nossas vidas. 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada em 2010, definiu a responsabilidade compartilhada para o destino do lixo. 

Fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e até consumidores têm deveres sobre o lixo produzido. 

A rede que produz e fornece tem obrigação, segundo a professora, de recolher e dar a destinação correta. 

Já ao consumidor fica o dever de separação e de entrega desse material. É a chamada logística reversa. 

Mas não é isso que encontramos na prática. Veja como é possível consumir com responsabilidade.


FOTOS AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO

EM CASA, a professora de educação física Luciana Melo, 50, começou separando o lixo orgânico - restos de alimentos, frutas, cascas, entre outros - do resíduo seco. 

Uma dica é dividir os resíduos em dois recipientes e, ao fim do mês, separar o lixo reciclável por tipos (vidro, madeira, pilhas, baterias, papel). Ela também separa óleo de cozinha para entregar em um Ecopontos da Prefeitura. Fortaleza tem 25 Ecopontos. 

Encontre o mais próximo a sua casa: bit.ly/2ESqexs 

MEDICAMENTOS fora do prazo de validade e embalagens de remédio não podem ser depositado em reservatório comum. 

Por lei, devem ser recebidos pelas farmácias onde foram comprados. 

OUTRA AÇÃO de reciclagem da professora é usar panelas velhas e latas como decoração. 

Com um verniz vermelho, por exemplo, caçarolas se transformam em vaso de planta. 

Os Ecopontos da Prefeitura também recebem o recipientes para cozinhar. 

LOJAS QUE vendem pneus também deve realizar a logística reversa. O material dos pneus são usados em fábricas de cimento. 

RESTOS ORGÂNICOS como folhas, cascas de verduras, frutas, ovos e restos de comida podem ser usados para fazer compostagem. 

Depois de pronto, o composto orgânico pode ser misturado à terra do jardim, da horta e dos vasos. 

NO SUPERMERCADO, Luciana sempre leva sacolas retornáveis, para não utilizar sacos plásticos. Na hora de embalar os frios, ela também pede que o atendente não use bandeja de isopor - não existe, no Ceará, fábrica de reciclagem de isopor. 

Ela recomenda que as pessoas levem vasilhas de casa ou, em casos excepcionais, peçam ao atendente que envolva o frio somente com o plástico. 

VIDRO, METAL, PAPEL, plástico (garrafas pet e embalagem de água sanitária, por exemplo), óleo de cozinha e embalagens Tetrapak (caixas de leite e sucos) podem ser trocados por créditos em um dos 39 Ecopontos, a partir do peso e do valor de cada item em tabela de preços. 

Para isto, eles precisam estar livres de sobra de alimentos. 

O valor pode ser convertido em créditos no Bilhete Único ou em descontos na conta de energia. 

Para o cadastro, o cidadão precisa levar uma conta de energia ou o Bilhete Único e receber o cartão Recicla Fortaleza. 

No ato da entrega dos materiais, o crédito é destinado e deve ser conferido pelo beneficiário na próxima conta recebida. 

ANGÉLICA FEITOSA